terça-feira, 18 de Novembro de 2014

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Na correria dos dias é preciso abrir parênteses e, por momentos, abstraírmo-nos da realidade que às vezes é quase claustrofóbica ... parar um pouco, respirar um pouco mais fundo; ficar a observar um gafanhoto (que esteve uma semana parado no mesmo sítio!); apanhar ramos com bagas nas grades da escola ( practicamente foi uma luta corpo a corpo porque o arbusto é daqueles fibrosos que não partem   -_-), levar as mãos aos bolsos e recuperar um fragmento do fim de semana, cheirar. Finalmente já em casa, observar os passarinhos no quintal da vizinha; acender umas velas, não ligar a televisão nem o computador, ficar em silêncio com o gato a ronronar no colo e simplesmente deixar-me estar a ver a chama a tremelicar ... ou então fazer doce de abóbora ou biscoitos com as filhotas; não importa que o resultado final não seja o desejado, o que importa foi o processo, quando se misturam os ingredientes e se põe as mãos na massa, essa é a parte divertida!
Enfim pequenos balões de oxigénio que ajudam a passar os dias...
Fechar parênteses ( tenho de ir trabalhar).





terça-feira, 11 de Novembro de 2014

RAIOS E CORISCOS #$@&*§ !!!

Bolas pá! Estava tudo tão planeadinho para ontem irmos ver a apresentação do novo álbum dos Diabo na Cruz na FNAC  do Chiado, logo tinha de chover cães e gatos e a mais velha chegar da escola toda molhada e a queixar-se de dor de cabeça e garganta -_-
RAIOS RAIOS RAIOS !!! Ainda estou furiosa e super frustrada ... queria tanto vê-los, comprar o c.d. dar dois dedos de conversa com eles se possível ...... bosta ... mil vezes bosta :'(

Deixo-vos aqui o 2º single deste álbum : Ganhar o dia
Valha-nos a música para nos alegrar!





segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Por aqui

Chuva, chuva e mais chuva ... passamos do Verão ao Inverno e Outono nem vê-lo .
Estende a roupa, apanha a roupa, estende, apanha, estende , apanha -_-
Mas se temos de sair de casa para ir trabalhar com esta chuva porque não saímos para ir passear? Foi o que fizemos, convidamos uns amigos e fomos lanchar ao Colares Velho, um restaurante/ salão de chá muito acolhedor, onde se está bem em qualquer estação do ano; ou lá dentro no quentinho a tomar um chá à luz das velas ( e muito em breve com o calor da lareira) ou nos dias de sol lá fora no bonito páteo.


Por cá aproveitam-se as últimas maças e faz-se um delicioso crumble, comido ainda quentinho, e depois, a pedido da filha mais velha, fizemos umas Agualvas, com a ajuda do avô que já nem se lembrava da última vez que fez um bolo e com quem a neta teve de "lutar" para lhe arrancar a colher de pau que ele não a largava nem por nada!!




segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

Sobre a felicidade

Outro dia vi este vídeo neste blogue e gostei imenso pois o autor de uma forma muito descontraída e divertida fala sobre um assunto que nos toca a todos: ser feliz.
Segundo o autor, o professor Clóvis de Barros Filho, " A felicidade é um instante de vida que você gostaria que durasse um pouco mais, um instante de vida que você gostaria que não acabasse logo, um instante de vida que você gostaria de repetir".
O problema é que a maior parte de nós passa a vida a desejar que o tempo passe depressa, que o dia acabe logo e a suspirar de cansaço por saber que o dia de amanhã vai ser uma repetição do dia de hoje ... e assim se passam os dias, os meses, os anos, numa dormência, ansiando por nem sabemos bem o quê, desejando apenas que chegue o fim do dia, que chegue o fim de semana, que cheguem as férias e sem darmos por isso chega o fim da vida.
E isto acontece desde cedo, desde que as crianças entram na escola, retirando-lhes aos poucos aquela energia e aquela alegria própria das crianças pois desde cedo têm "conteúdos" a aprender, objectivos a atingir, espectativas a cumprir e tudo isso é castrador e fomenta a infelicidade que se vai instalando de tal forma que crescemos a pensar que é normal esta sensação e conformamo-nos.
Sobre isso o autor diz : " A escola da tristeza é óptima na verdade, porque ela prepara o profissional para viver o trabalho da tristeza. A escola da tristeza é a melhor preparação para a vida triste."
... Porra pá ... dá que pensar ... e eu penso tanto nisto, não faço outra coisa nos últimos tempos ( eu sei que volta e meia falo nisto mas " it's my party and i cry if i want to" ) ... eu só quero ser feliz, e eu só vivo uma vez. Mesmo.
Durante muito tempo conformei-me; de todo o lado me chegava a frase batida  que a vida de adulto não é fácil, que passamos por fases mais difíceis mas que é mesmo assim, que os tempos não estão fáceis e blá blá blá ... mas estou a chegar ao meu limite, cansei, neste momento vou trabalhar com um grande sacrifício, portanto já há algum tempo que ando  a pensar no plano B, um projecto que, agora,nesta fase, faz sentido para mim e que eu imagino que me faria feliz mas como exigirá muito de mim e como recairá tudo sobre os meus ombros, sinto e sei que ainda não é o momento, pois ainda tenho muito para aprender, portanto comecei a pensar no plano C que não exigirá tanto de mim e que, espero, me trará silêncio e tempo para pôr as ideias em ordem e quem sabe " descobrir a minha praia"!






quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Saloia?! Com muito gosto!!

O que me comove cada vez mais são as tradições e as pessoas que tudo fazem para as perpetuar.
 O progresso ( quando bem intencionado)  é excelente, facilita-nos imenso a vida em tantos aspectos e permite-nos fazer coisas que há 50 anos eram impensáveis ou muito mais difíceis de concretizar.
Mas aquela malha de saberes e costumes ancestrais que passaram de geração em geração e que nos foram forjando enquanto povo e alicerçando o país, comove-me.
Sejam ofícios, música, comida, danças ou outras manifestações de cariz cultural e tradicional, cada vez mais me interessam e me deixam orgulhosa da nossa identidade e do nosso património etnográfico.
Se por um lado constatamos que muitos desses saberes se vão perdendo à medida que os mais velhos vão morrendo, por outro vê-se aqui e ali pessoas que tudo fazem para resgatar esse passado e transmiti-lo às gerações futuras.
Assim de repente lembro-me da Catarina Portas e da Rosa Pomar que têm feito um trabalho execpional, mas felizmente há muitas outras pessoas, mais ou menos anónimas, que também vão trabalhando nos bastidores e que tudo fazem para ir remendando os buracos, puxando as malhas para que gerações futuras possam continuar a vestir a camisola com orgulho!



Feira das Mercês - Leal da Câmara ( 1940 )


Este post vem a propósito da minha segunda incursão à Feira das Mercês. As minhas recordações mais remotas são de ir com os meus pais e os meus avós a essa feira e comer umas pêras pardas; depois deixei de ir e quando voltei, já em adulta, fiquei tão desiludida porque já nada restava daquela feira de cariz tradicional onde se vendiam os produtos locais e sazonais.
O ano passado, pela 1ª vez em muitos séculos, não houve feira, mas este ano vi os cartazes castiços, estava sol e decidi ir e em boa hora o fiz!
Que feira tão bonita e tão bem organizada, novamente com as bancas de flores, ervas, frutas e frutos secos, doces, pão e vinho aqui da zona saloia, assim como cestaria, artigos em cabedal e as saudosas mantas e almofadas de retalhos que as nossas avós faziam e além disso quase todos os vendedores estavam vestidos de saloios.
Além da zona das bancas também havia a zona dos carrocéis e da restauração onde se podia comer a famosa carne às Mercês! Ah e as típicas pêras pardas que acho que só se encontram aqui nesta zona.
Todo o ambiente da feira, as pessoas, a música do grupo folclórico e por fim a luz que iluminava a capelinha de onde saiu a procissão me comoveram.
Um grande bem hajam a todos os que não deixam as tradições morrerem!









domingo, 26 de Outubro de 2014

"If it makes you happy ...

It can't be that baaaaaaaaad "*
Pronto pronto eu sei sou uma fraquinha; tanto blá blá blá e afinal passado um mês já cá estou outra vez ...
A verdade é que senti muito a falta do blogue; tal como escrevi no meu perfil " escrever aqui é uma forma de dar corpo àquelas banalidades que vemos e que sentimos e que não cabem nas conversas sociais".
 E foi disso que senti falta: de partilhar essas banalidades aqui; cheguei à conclusão que não me basta só fotografar, também gosto de partilhar o que vi e que de certa forma me comoveu e/ou transmitiu conforto ou beleza ou alegria, e se, tal como acontece comigo ao ver outros blogues, quem passar por aqui vir o que tenho para mostrar e gostar e até comentar isso faz-me feliz!
Ter o blogue " obriga-me" ( no melhor dos sentidos) a estar mais atenta ao que me rodeia, a reflectir mais sobre um assunto que li ou vi e que gostaria de partilhar aqui; além disso gosto de escrever, não tenho o dom da palavra nem da escrita mas gosto de exercitar a escrita, sem pretenções .
O balanço que faço da decisão de ter cancelado a minha conta no Facebook por outro lado é muito positivo, não me arrependi nem sinto saudades nenhumas.
Sobre a gestão do tempo online, decidi dedicar-lhe apenas 45m. por dia (o tempo que corresponde a parte da minha hora de almoço) é mais que suficiente para ver os mails e os meus blogues favoritos ( que reduzi substancialmente, ficando só mesmo mesmo com os favoritos).
Esta mudança trouxe-me mais tempo de qualidade para mim e para a minha família e estou muito satisfeita com a decisão que tomei!

Aqui ficam algumas fotos que tirei neste período, nos lugares de sempre onde sou feliz e noutros que me trazem um sorriso e calor ao coração .












E vocês ainda aí estão? :)


* música da Sheryl Crow